Jornalistas da região debatem os desafios com as mídias sociais

Mesa composta por George Aravanis (esq.), Carolina Rodrigues, Erich Vicente e Venceslau Borlina Filho
Mesa composta por George Aravanis (esq.), Carolina Rodrigues, Erich Vicente e Venceslau Borlina Filho

Mariana Ciscato

A mesa redonda “Jornalismo Regional, novas tecnologias e mídias sociais” marcou o segundo dia do 7º Simpósio de Jornalismo da Unimep, com a presença dos profissionais Venceslau Borlina Filho (Folha de S. Paulo/Campinas), George Aravanis (TodoDia), Carolina Rodrigues (CBN Campinas) e mediação de Erich Vicente (A Tribuna Piracicabana). Os expositores contaram suas experiências e como encaram os desafios que surgem com as novas tecnologias.
Abrindo o debate, a apresentadora da CBN relatou como foi o processo de ascensão da internet em sua carreira. Segundo ela, a interatividade entre a rádio e os ouvintes aumentou muito com a chegada das redes sociais. Entretanto, veículos como o rádio buscam sempre reformular seu modo de passar e receber a informação. “O Whatsapp hoje é a principal forma de obter informações que a gente tem na CBN, porque o ouvinte de onde ele está nos informa do acidente que aconteceu, do problema do bairro dele… Ele tira foto, manda vídeo, grava áudio” citou Carolina.
Além do aplicativo, a rádio CBN conta com o Facebook, Twitter, o próprio site. E tem um novo recurso, o News Truck, um estúdio móvel instalado em um caminhão adaptado. “Está ficando cada vez mais desafiador, porque você tem interatividade o tempo inteiro, no celular, no computador, nas nossas páginas pessoais e agora ao vivo pra pessoa” completou.
Já para Aravanis, editor executivo do jornal Todo Dia, “a crise [dos jornais] é uma oportunidade de experimentação” e há mais espaço para criar matérias menos tradicionais. Para ele o jornal impresso está tentando sobreviver nessa nova sociedade, conectando-se com as mídias sociais.
No Facebook, ele enxerga os leitores como um público a ser conquistado. “São pessoas que não tem o hábito de ler jornal”, mas que já tem o acesso à informação. “Eles serão pessoas que vão pagar pela informação? Vão, se sentirem que aquilo vale a pena. Esse é o nosso desafio hoje”, ponderou.
Borlina, que hoje é correspondente da Folha de S. Paulo em Campinas, compartilhou sua experiência em vários veículos, relatou histórias que viveu, e matérias que realizou. E mostrou sua opinião sobre a expansão da tecnologia: “Fonte é olho no olho”. Para ele muita gente pega informação da internet, mas isso ainda não é o melhor método, é preciso buscar mais a fundo.
Na presença dos alunos de todos os semestres do curso de Jornalismo, ele deixou uma dica: “Comecem a trabalhar logo no início, como estagiários: ganhando pouco e ralando muito, isso é fundamental para que, quando vocês se formarem consigam entrar no mercado de trabalho”.
As atividades do Simpósio seguem na quinta-feira, 23, com a conferência “Os desafios do jornalismo contemporâneo”, ministrada por Florestan Fernandes Junior (TV Brasil).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s