“Jornalista não é artista, jornalista é trabalhador”, defende profissional da Vice

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Maleronka (esq.) e Larozza, do Vice Brasil, defendem fotos devem contar histórias. A mediação foi do aluno Lucas Jacinto (centro). Foto: Carol Castilho

Larissa Lima
“Para reinventar o jornalismo, novos modelos, novas idéias” foi o tema da abertura do 7º Simpósio de Jornalismo da Unimep nesta segunda-feira, 19.
O painel teve a presença de André Maleronka, editor responsável pelo engajamento jornalístico e Felipe Larozza, editor de fotografia do site Vice  Brasil, que abordaram o tema com linguagem jovem, atraindo e aproximando o público de seus trabalhos. A Vice News é um grupo de mídia global jovem com 36 redações espalhadas por 27 países.
A proposta demonstrada pelos painelistas incluiu imagens fortes em linguagens inovadoras, sintetizando uma filosofia que sempre esteve presente na empresa. Eles explicaram que todas as edições de fotografia têm uma proposta e a partir dela pensam de que forma poderão produzir uma linguagem completamente inovadora. “O foco não é tirar uma foto bonita, mas tirar fotos que contem histórias”, disse Larozzaa.
Segundo o fotógrafo, a informalidade faz parte de suas fotos, e a técnica não se torna o principal item. A Vice valoriza até mesmo fotos tiradas de um celular sem grande qualidade de imagem.Para tornar isso prático, os profissionais contaram que devem andar em lugares estranhos, saber de tudo que acontece ao seu redor, e ir para a rua, para conhecer e viver a sua pauta.
“Jornalista não é artista, jornalista é trabalhador, então o que você está fazendo, a historia que você vai contar, não é seu objeto artístico que vai ter a sua assinatura em grife e você vai se exibir para o mundo, isso é um modelo antigo de jornalismo colunista. Isso não é mais o modelo, não precisa ser assim, almejar por isso é besteira. O jornalista precisa focar em ter um trabalho que seja legal e bem feito.” disse Maleronka.
Os participantes do simpósio puderam fazer perguntas aos profissionais, que foram questionados se seguem o modelo jornalístico padrão do Brasil. Maleronka afirmou que o básico do jornalismo é ter uma pauta boa e checar fonte, e isso nunca irá mudar, mas a maneira que o jornalista coloca isso para as pessoas pode mudar, principalmente para quem trabalha na internet, uma ferramenta que aceita qualquer coisa, como a Vice News, que tem um modelo de revista digital.
“Independente da matéria que fizer, a sensibilidade deve ser a mesma, e o cuidado com a fonte deve ser igual, apenas buscamos um olhar diferente”, enfatizou Maleronka.
O Simpósio prossegue nesta terça-feira, 20, com a presença de Venceslau Borlina Filho (Folha de S. Paulo/Campinas), George Aravanis (TodoDia) e Carolina Rodrigues (CBN Campinas), para uma mesa redonda sobre “Jornalismo Regional, novas tecnologias e mídias sociais”.

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